Ex-mulher é igual a Dor no Joelho: Nunca cura e SEMPRE incomoda!


O que nunca dizer para a ex-mulher

 

Escrito por Everton Alencar   

Sex, 11 de Maio de 2007

Quer seja recente, quer tenham passados muitos anos, com filhos, sem filhos, a ex-mulher é como problema no joelho: nunca cura e sempre incomoda. E, por favor, poupem-me da hipocrisia, da cretinice dos que dizem: “Terminamos o casamento civilizadamente, somos bons amigos.” Ou: “Convivemos pacificamente, queremos o bem um do outro.” Há ainda os mais polidos – cummulus estultitiae – que até convivem com os eventuais parceiros da ex. Sejamos francos: não há relação possível com a ex-mulher e com tudo que está á sua volta. Ela é simplesmente o espelho do fracasso da relação e, convenhamos, não é agradável olhar pra isso. A relação (curta ou longa, não importa) que tanto e tão cansativamente nos forçaram a discutir. Que general voltaria com prazer à cena da guerra que perdeu? Assim, a ex-mulher é o nosso Retrato de Dorian Gray, um espólio terrível que nos denuncia. Sinônimo de perda, de tempo jogado fora.

O melhor é nunca falar com a ex-mulher. Entretanto, exceto nas ocasiões judiciais, se tiver que passar por tão cruenta tortura, caro leitor, NUNCA DIGA: “Como você está bem!” Isso inflaria o seu ego, além de, como em todas as cordialidades, não resultar em nenhum retorno concreto. “Como vai indo, como vão as coisas?” Outra inútil gentileza. Você não quer saber, não se importa, então por que indagar? “Meus negócios vão indo bem.” A pior frase. Ela imediatamente pedirá aumento de pensão. “Já arrumou alguém?” Seria uma confissão de fraqueza ou reconhecimento de culpa. Não fale de trabalho, dos seus projetos. Ela trará má sorte. Ex-mulher é estrada cheia de cruzes de acidentes, nefasta. Evite tal caminho. A propósito, sequer ofereça-lhe uma carona. Na certa haverá uma blitz rodoviária logo à frente que te arrancará algum dinheiro. Em nenhuma hipótese peça perdão por qualquer coisa do passado. Lembre-se do velho lema: semper negare. Afinal, nossas pequenas falhas, como as saídas com os amigos, não usarmos o banheiro como elas querem que usemos, sermos levemente desorganizados e outras tantas são, na verdade, nossas reais qualidades. Há mistérios insondáveis na alma feminina. Isso não é só um clichê. Por exemplo: se são ambas mulheres, sua ex-mulher e sua namorada, como tais “defeitos” nossos são vituperados por uma e não são nem percebidos pela outra? Não tente solucionar tal enigma. Contente-se em ter a segunda nos braços, linda, instigante, sem TPM, neurose de limpeza, noites sexuais insípidas, implicância com os amigos, com o álcool, com o futebol, enfim, toda a entourage sombria que acompanha a lastimável medusa: a ex-mulher!!!

 

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